quinta-feira, 10 de maio de 2012

Parabéns Deputado, o PPS de Marabá agradece.


Salame defende melhor saúde em Marabá


O deputado João  Salame (PPS) apresentou, nesta terça-feira 8, no plenário da Assembleia  Legislativa do Pará (Alepa),  moção em   favor de uma ação que resulte em melhoria da saúde pública de Marabá. O parlamentar solicitou ao prefeito daquele município, Maurino Magalhães, mais atenção às atividades de promoção e proteção à saúde e prevenção de doenças, que atualmente são precárias, além das devidas reformas físicas nas unidades apontadas  como precárias num relatório do Sindicato dos Médicos.

"Recentemente recebemos um relatório do Sindicato dos Médicos do Pará (SINDIMEPA) referente a visita técnica realizada no município de Marabá do qual se constata a precariedade nas estruturas físicas de hospitais e posto de saúde, e deficiência na atenção primária à saúde da população", disse o deputado. "O Posto de Saúde de Laranjeiras, que é um posto de unidade básica de atendimento, está necessitando de melhorias em suas instalações, equipamento, materiais e um melhor serviço de contra referência para encaminhamento dos casos a serem resolvidos em unidades de média e alta complexidade, cuja regulação é muito deficitária".

Já no Hospital Municipal de Marabá, os sindicalistas constataram que as cirurgias eletivas estão suspensas há quatro meses por falta de material. Além disso, o hospital conta apenas com um neurologista e apresenta situação precária na área de urgência e emergência em relação às instalações e infraestruturas em geral, e,  segundo eles, talvez muito piores que um hospital de guerra! No Centro Cirúrgico foram constatadas infiltrações em toda a área, graves deficiências de climatização, paredes com o reboco descascado, falta de canalização de gases medicinais, apenas três das sete salas de cirurgia funcionando, sérias deficiências na quantidade e qualidade dos materiais cirúrgicos, focos das salas cirúrgicas defeituosos, apenas dois carros de anestesia, ausência de expurgo, pessoal técnico sem treinamento de ingresso no setor, goteiras em várias partes do centro, infiltração de água através do quadro de energia com risco de incêndio, apenas uma autoclave em funcionamento e ainda dando choque, piso quebrado em vários pontos, e inexistência de aparelho de raios X."

Na emergência, conforme o relatório do  Sindicato dos Médicos, os pacientes ficam em bancos de madeira ou tomando soro sentados em cadeiras de plástico, consultórios médicos sem macas para exames, uma UCI improvisada com dois respiradores e quatro leitos em uma sala sem as dimensões adequadas tecnicamente, pacientes do sexo masculino atendidos e em observação junto com pacientes do sexo feminino, falta grave de medicamentos.
No que se refere ao Hospital Materno Infantil, em que pese as instalações em geral se apresentam de regulares a boas, há falta de material básico e problemas no atendimento de gestação de alto risco, pois o Hospital Regional não atende esta demanda. Não há plantonista na sala de parto, o que obriga normalmente o plantonista pediatra a dar cobertura na enfermaria e UCI com seis leitos tendo que cobrir também sala de parto.

Outro problema apontado é a dificuldade de encaminhamento de crianças que necessitam de cirurgias cardíacas por falta de medicamentos como Prostim e Mignone para sua estabilização e remoção e com dificuldade também na transferência ao Hospital de Clinicas em Belém que é a referência para estes casos. A UTI pediátrica para 10 leitos está há um ano em construção e continua inconclusa.

"Nesse sentido, sendo o principal problema na área de saúde de Marabá a Atenção Primaria, solicitamos ao Excelentíssimo Prefeito, atividades de promoção e proteção à saúde e prevenção de doenças, que atualmente são precárias, além das devidas reformas físicas aqui levantadas como medida salutar à população marabaense".

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